1° Edição do Festival Samburá de Cinema e Cultura do Mar exibe 26 produções nacionais para a comunidade do Pecém

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De sexta (08) a 13 de Julho, Pecém recebe uma programação gratuita com mostra competitiva de filmes, oficinas e shows com temáticas de ecocidadania e promoção dos direitos humanos

O Festival Samburá de Cinema e Cultura do Mar realiza sua primeira edição com teatro, música, cinema, artesanato e oficinas de audiovisual e de cultura ambiental voltadas para a comunidade do Pecém, localizada em São Gonçalo do Amarante. A idealização é do Centro Popular de Cultura e Ecocidadania- CENAPOP, instituição que tem como missão estimular, através da arte e ofícios criativos, ações que visam o pleno exercício da cidadania na preservação da identidade cultural, equidade entre gêneros, respeito à diversidade sexual e promoção dos direitos humanos para pessoas de comunidades em situação de risco e/ou abandono social, cultural e ambiental.

Ao todo, serão exibidos 26 curtas-metragens de 12 estados do país: Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, Piauí, Maranhão, Amazonas, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Paraná. Eles integram a mostra competitiva que concorrem ao troféu Lylia Guedes, importante aliada da política indigenista, falecida em 2018. Ex-coordenadora Geral de Promoção ao Etnodesenvolvimento entre 2011 e 2013 da Fundação Nacional do índio – FUNAI, Lylia foi uma mulher aguerrida e defensora principalmente da luta comprometida com os direitos dos povos indígenas no Brasil.

As categorias em sua homenagem são: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Fotografia, Melhor Direção Arte, Melhor Som, Melhor Trilha Sonora e Melhor Produção Cearense. As películas foram selecionadas pelos curadores Kiko Alves, Adriana Botelho e Rui Ferreira, profissionais com vasta experiência na linguagem audiovisual. Já o júri é composto por Marcelo Dídimo, Joana Guedes, Marina de Botas, Osmar Gonçalves e Valdo Siqueira. O melhor filme receberá um prêmio de R$ 3.000,00 em dinheiro e as exibições acontecem de sempre às 19h, na Praia do Pecém, gratuitamente.

O território do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) tem sofrido impactos sociais e ambientais a partir de sua instalação em 2002. Foi pensando nesse contexto que surgiu a ideia do festival, para refletir tais problemáticas por meio da arte. Por isso, em Junho, com o objetivo de capacitar jovens da comunidade para atuarem no evento, o Festival Samburá ofereceu oficinas gratuitas para 120 jovens dos diversos territórios de São Gonçalo do Amarante nas seguintes áreas: Produção e Gestão Cultural, Vídeo em Celular, Cineclubismo, Artesanato, Cultura Digital e Apresentação de Eventos (Cerimonial) – algumas oficinas ainda acontecerão durante o evento.

Baseado na economia solidária e na sustentabilidade, as ações do projeto são pensadas para gerar mudanças positivas na vida da comunidade. “A arte sensibiliza e aproxima as pessoas, e tem sido uma forte aliada na educação para ecocidadania e promoção dos direitos humanos”, afirma Verônica Guedes, coordenadora geral dos projetos.

Programação Infantil

O 1º Festival Samburá de Cinema e Cultura do Mar também tem programação especial para o público infantil. A Mostra de Cinema voltada para as crianças percorrerá as escolas da comunidade de São Gonçalo do Amarante levando filmes de animação. No sábado (09), às 16h, o Coletivo Chafurdados realiza Contação de histórias: “O pescador e o rei” e brincadeiras com o Zé do Pecém, na Praça da Igreja de São Luiz Gonzaga.

CONHEÇA O JÚRI

Marcelo Dídimo Souza Vieira possui Graduação (1997) em Informática pela UFC, Mestrado (2001) e Doutorado (2007) em Multimeios / Área Cinema pela Universidade Estadual de Campinas. Entre 2013 e 2014, realizou o Estágio Pós-Doutoral na Columbia University, New York. Atualmente é Professor do Curso de Cinema e Audiovisual e da Pós-Graduação em Comunicação do ICA da Universidade Federal do Ceará. Joana Guedes Galetti é formada em Cinema pela UFF e mestre em Psicossociologia pela UFRJ. É pesquisadora e assistente de direção, especializada em documentários sobre temas socioambientais. Entre outras produções, atuou na pesquisa dos filmes Amazônia S/A, de Estevão Ciavatta, prêmio internacional One World Media Awards, categoria Impacto Ambiental, na Inglaterra; Fio da Meada, de Silvio Tendler e Nosso rolê, de Vladimir Seixas, prêmio de melhor documentário no Festival do Rio de 2021.

Marina de Botas é formada em Artes Cênicas pela ECA-USP e Artes Visuais no IFCE. Tem um trabalho artístico que se utiliza de diversas linguagens. Produziu uma série de videoartes sobre questões das mulheres, opressões cotidianas, maternidade e realidades paralelas. Seus desenhos e vídeos flertam com as histórias em quadrinhos e narrativas cinematográficas. Nesse momento, em 2022, está numa intensa pesquisa sobre moradias construídas nas ruas que são influência e inspiração para pinturas, colagens e maquetes.

Osmar Gonçalves é doutor em Comunicação pela Universidade Federal de Minas Gerais (2010). Realizou pós-doutorado em Arte Contemporânea na Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3 (2015). Atualmente, é Professor Associado do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará, concentrado principalmente nas áreas de fotografia, teoria da imagem e estética do audiovisual. Foi Diretor Científico da Compós (Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação) entre 2019 e 2021, e coordenador do ST Interseções Cinema e Arte da Socine entre 2016 e 2019.

Valdo Siqueira é Doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Ceará (UFC), graduação em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Professor da Universidade de Fortaleza (UNIFOR), associado à Associação Brasileira de Cinematografia (ABC). Tem experiência nas áreas de Cinema, Audiovisual e Educação, com ênfase em Cinema, atuando principalmente nos seguintes temas: estética, tecnologia, cinematografia, documentário e filosofia.

PROGRAMAÇÃO – MOSTRA COMPETITIVA DE FILMES

Sexta-feira – 08/07

Cadim – Luiza Pugliesi Villaça (SP)

Capitão Tocha – Matheus Amorim (GO) Quarentena – Adriel Nizer e Nando Sturmer (PR) Îebyra – Eduardo Souza (RJ)

Sábado – 09/07

Osmildo – Pedro Daldegan (DF)

Comida de Quintal – Luísa Macedo (MG)

S.A.C – Rodrigo Passolargo (CE) Palavras Cruzadas – Lívia Regina (AM) Vila de Bilros – Dênia Cruz (RN)

Domingo – 10/07

Parquinho – Vânia Lima (BA)

Todos Nós Moramos na Rua – Marcus Antonio Leopoldino (CE) Impermanentes – Júlio Castro e Manoel Batista (RN)

Deixa Que a Gente Leva – César Rodríguez Pulido (GO) Encruzilhada – Sílvio Guedes (RN)

Segunda-feira – 11/07

A Velhice Ilumina o Vento – Juliana Segóvia (MT) Jorge – Bruno Félix (SP)

Seremos Ouvidas – Larissa Nepomuceno (PR) Ventos do Delta – Gelson Catatau e Ster Farache (PI) Grão – Adriana Miranda (RJ)

Garças – Jeferson Sobral (CE)

Terça-feira – 12/07

Pingo! – Edson Nunes (GO)

Marés – Thaís Helena Leite (ES)

Vovó Ventania – Carla Vieira, Elena Meireles e Romária Holanda (CE) Pedro – Leo Silva (CE)

Princesa do Meu Lugar – Pablo Monteiro (MA) Se For Maria – Ton Silva (MG)

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