Museu de Arte Contemporânea do Ceará resgata história e produção do Grupo Aranha nesta quarta-feira (7)

Os artistas Hélio Rôla e Eduardo Eloy e as curadoras e pesquisadoras Luciana Eloy e Cecília Bedê se encontram virtualmente para um bate-papo sobre o Grupo Aranha, movimento muralista cearense que ganhou projeção na década de 80. 

O Museu de Arte Contemporânea do Ceará, equipamento do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura ligado à Secretaria da Cultura do Estado do Ceará e gerido pelo Instituto Dragão do Mar, permanece fechado ao público e mantém uma programação virtual pensada para continuar ofertando seus conteúdos de difusão e formação. Nesta quarta-feira (7), integrando o ciclo programático “Férias no Dragão”, o MAC Dragão realizará, em parceria com a Galeria Multiarte e o Grupo de Estudos Multiarte, uma conversa entre os artistas Hélio Rola e Eduardo Eloy e as curadoras e pesquisadoras Luciana Eloy e Cecília Bedê. A live “Grupo Aranha | Arte e Cidade na Década de 80” acontecerá a partir das 17h, no YouTube do Dragão (youtube.com/dragaodomarcentro). 

A partir das exposições “Um Atlas para Hélio Rôla” e “Um Desvio nem sempre é um atalho”, os debatedores farão aproximações com o cenário artístico da década de 80 em Fortaleza, com enfoque nas experimentações do Grupo Aranha, coletivo seminal de ativismo urbano com pintura muralista composto pelos artistas Hélio Rôla, Eduardo Eloy, Sérgio Pinheiro, Maurício Cals, Kazane e Alano Freitas.

O diálogo terá como pano de fundo o grande mural sobre lona de caminhão executado pelo grupo em 1990 e que hoje está exposto na mostra “Um desvio nem sempre é um atalho”, com curadoria do Núcleo Educativo do MAC Dragão. 

Sobre os debatedores

Hélio Rôla

É escultor, gravador, desenhista, ilustrador e pintor nascido em Fortaleza, em 1936. Participou de exposições individuais e coletivas em diversas cidades do Brasil e em vários outros países, como México, Estados Unidos, Equador, Chile, Argentina, França e Alemanha. Com o Grupo Tauape, revisitou e fortaleceu a xilogravura cearense. No Grupo Aranha, fez história com pinturas murais na Praia de Iracema, reduto cultural de Fortaleza. Durante a década de 90, colaborou com o Jornal O Povo, com suas ilustrações. Atualmente, usa a internet e as redes sociais para compartilhar suas obras e reflexões.

Eduardo Eloy 

Nasceu em Fortaleza, em 1955. Entre o final da década de 70 e o início da década de 80 residiu no Rio de Janeiro, onde tem formação na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e na Fundação Calouste Gulbenkian. Retornou a Fortaleza em 1981, participando ativamente da renovação da pintura e gravura no Ceará, atuação que ganhou inserção no livro do Instituto Itaú Cultural “BR 80: Pintura Brasil década de 80”. Seu trabalho visual tem foco nas artes gráficas, meio das quais considera matriz para uma linguagem que se articula na interseção entre pintura, colagem e desenho, dialogando com suportes tradicionais (papel e tela), até impressões em fine art, mídia digital e cadernos de artista. Hibridações que marcam sua geração nos anos 80, expandindo os meios tradicionais da arte para diálogos entre linguagens artísticas.  Vem participando de exposições individuais e coletivas ao longo da carreira, entre elas, Monólitos Gravura de Ponta a Ponta – Museu de Artes da UFC (2020), 9ª Bienal Internacional de Gravura do Douro Portugal (2018), Master Of The Imagination-Latin Americain, Fine Art Exibition – Agora Gallery, New York (2015), Residência artística e exposição Parque Gráfico Diversão Total – Foundación ACE, Buenos Aires (2013), Nova Visitação – Desenhos Eduardo Eloy, MAC Dragão do Mar, Fortaleza, CE (2012), MAC/USP – 40 Anos (2003), Panorama da Arte Atual Brasileira- PINTURA MAM/SP (1993), EDUARDO ELOY – PINTURAS no Centro Cultural Banco do Brasil, RJ (1992), com curadoria de Frederico Moraes. Inserido em relevantes acervos da arte brasileira, entre eles o MAC USP (SP), Museu Nacional de Belas Artes e Fundação Biblioteca Nacional (RJ), MAC Dragão (CE). Passou também por museus internacionais, como o Museu da Gravura de Buenos Aires, na Argentina, e a Fundação António Prates, em Portugal.

Luciana Eloy

Professora, pesquisadora e curadora independente em Artes e Design. Bacharel em Artes Visuais pela Universidade de Fortaleza – Unifor e Mestre em Artes pelo Instituto de Cultura e Arte da UFC – ICA. A pesquisa se desenvolve na interação entre os campos da Arte e Design investigados em uma perspectiva processual. Desde 2014 é professora nos Grupos de Estudos da Multiarte, curadora do Projeto Design por Mulheres da UFC, idealizadora e curadora do site www.popularartebrasil.com.br.

Cecília Bedê

É curadora e pesquisadora em Artes Visuais, mestre em Comunicação e Semiótica, na linha de pesquisa Processos de Criação nas mídias, e especialista em Arte, Crítica e Curadoria pela PUC/SP. Graduada em Artes Visuais pela FGF/CE, tem experiências profissionais nas áreas da arte-educação, gerenciamento de acervos, produção, curadoria de exposições e no campo editorial das artes visuais. É gestora do Museu de Arte Contemporânea do Ceará. 
Serviço: Live “Grupo Aranha | Arte e Cidade na Década de 80”
Data: 7 de julho de 2021 (quarta-feira)
Horário: 17h
Local: Canal do YouTube do Dragão do Mar (youtube.com/dragaodomarcentro)
Acesso livre e gratuito. Acessível em Libras

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