SÃO SONS SIM SIM, SÃO SONS! por Juninho Batista

Pra mim, uma das manifestações artísticas mais incríveis é a música, acho expressiva, legítima, talvez por isso ache estranho quando alguém diz “essa música é antiga” ou quando falam “essa música não é da minha época”, de verdade, acho quase ofensivo, acho uma afirmação ignorante. Música não tem época, a época da música é a época que se ouve, que se curte.

Sobre os rótulos também me divirto, por exemplo: música brega, música sertaneja ou simplesmente MPB. No Brasil quase tudo poderia ser MPB, afinal, MÚSICA POPULAR E BRASILEIRA cabe aí num vasto gênero musical, pois se é música popular e do Brasil devia-se não limitar somente a meia dúzia de artistas. O mesmo se aplica ao brega, achar algo brega não deve se estender à música. Pra mim, a bossa nova pode ser “brega” e o samba “chique”. Por isso que música deveria, na minha opinião, ser assim dividida música e ponto. Porque a música se atribui à trilhas de vidas, histórias incontáveis e sensações que muitas vezes nos remete a lugares só vividos por nós mesmos. A música tem esse poder e essa magia, ela é capaz de encher de alegria um ambiente, tirar sorriso de turrões, acalmar enfurecidos, ninar crianças e nos fazer dançar (muitas vezes mesmo sem a gente saber). A música nos deixa vulneráveis, com ela a gente ri, a gente chora, lembra de um amor que guardamos no coração. Todas as associações que fazemos da música são de coisas divinas, boas… perceba, é inconsciente.

Muito comum a gente dizer que a música se origina com os anjos, legal isso né? Só sei que a junção de notas musicais , melodias, letras e ritmos conseguem muita coisa, são tão particulares os sentimentos que nos associam a determinadas músicas, são quase identidades de nós mesmos e de nossos sentimentos, talvez seja por isso que as vezes fechamos os olhos quando cantamos, pois é um momento de devoção, de viagem e de festejar todos os sentimentos que queremos ativar.

Música e pessoas são relações de amor e amor, todas as desculpas nos levam a música, senão veja: amor, dores de amor, lembrança, saudade, solidão, ventura, desventura, alegria, excitação a música está contida em nós e em todas as nossas gerações. Dificilmente a gente encontre por aí quem não gosta de música, o sujeito pode até não gostar de barulho… mas de música sim, por isso respeito de todo meu coração a identidade cultural de cada pessoa que escolhe e elege a sua música, o seu som, porque a música é um desabafo, uma expressão, uma manifestação, um alerta, um sinal de vida, uma forma viva de mostrar-se. Povos de toda a nação mesmo sem entender um ou outro idioma se conectam com a música, se interessam por desvendar a origem dela e dos artistas que aí nesse ato seriam representantes mor de suas origens, por isso vamos nos permitir a ouvir e respeitar os estilos, gostos e sensações que a música exerce em cada um.

Música boa é a que a gente elege pra ser feliz, pra contar sobre a gente, e que continue a ser eterna e vasta em todas as suas formas e que seja a música hoje e sempre, porque vou te falar: a vida sem música seria um erro!

Juninho Batista
Produtor Cultural.
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