Para todas as mulheres que “não” trabalham

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Anujath Sindhu Vinaylal, tinha 10 anos de idade quando retratou numa pintura o dia-a-dia das mulheres do local onde vivia, na Índia, e chamou de “Minha mãe e as mães do meu bairro”.

A inspiração veio de tanto escutar seu pai dizer que sua mãe não trabalhava, pois estava sempre em casa.
Contudo, não era essa a realidade que o pequeno indiano presenciava e isso o deixou intrigado, já que via sempre sua mãe atarefada com afazeres domésticos.

Essa inocente obra vem chamando a atenção para o tema da (des)igualdade de gênero.

A mulher que não busca o sustento e a realização pessoal fora de casa é intitulada como aquela que não trabalha. Ela sofre o preconceito tanto dos homens, em geral dos maridos, e até mais de algumas mulheres militantes do feminismo egoísta. Optar por ser “do lar” chega a ser uma heresia!

A desigualdade de gênero existe desde a época em que o ser humano deixou de ser nômade e fixou morada. A partir daí, o homem saía para buscar o sustento e a mulher permanecia em casa cuidando dos filhos e do lar. O homem não precisava mais de sua mulher ao seu lado durante a busca pela comida e pela sobrevivência, pois eles tinham um lugar fixo para morar.

No decorrer da História, as mulheres reivindicaram direitos e conquistaram vários. Numa época distante seria impossível imaginar uma mulher presidente, por exemplo.

O feminismo, embora muitos não concordem, é um movimento sócio-político desde suas raizes. Preconiza a ampliação da inserção das mulheres na sociedade, não necessariamente no mercado de trabalho.

Para aquelas mulheres que “não” trabalham e para as que trabalham, o respeito deve ser o mesmo vindo do movimento feminista, pois de nada adianta bancar a empodeirada e afrontosa tecendo uma ladainha cheia de palavras de ordem, se no dia-a-dia a sororidade não é nem lembrada.

Vamos fazer valer o dia 08 de março.

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Bruna Mazzer

Advogada, graduada em Direito pela Faculdade de Direito de Sorocaba/SP (2003). Pós-graduada em Direito de Família, Registros Públicos e Sucessões pela UECE (2011). Advogada inscrita desde 2005 na OAB/CE, atuante na área do Direito Privado, especialmente em matérias relacionadas ao direito de família e sucessões, bem como na advocacia extrajudicial não contenciosa em Proteção de Dados. Participou da 6ª Capacitação em Mediação Familiar Sistêmica, pela Escola Superior de Advocacia Orlando Gomes - BA. É Membro da Comissão de Direito de Família da OAB/CE, Comissão de Direito Sistêmico da OAB/CE e Comissão de Direito da Tecnologia da Informação da OAB/CE. Pós-graduanda em Lei Geral de Proteção de Dados e Governança Digital pela Universidade de Fortaleza - Unifor.
E-mail: brunamazzer.adv@gmail.com
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Artigos: 17

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