Quem vive sem ela?

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Ah, Internet! Quem consegue se imaginar sem ela!

Um dia desses, minha filha falou: “mamãe, quando você era criança e tinha alguma dúvida, como o vô e a vó faziam para responder, já que não tinha o Google?”

Pois é… as respostas limitavam-se às enciclopédias ou dicionários, quando não eram encontradas na experiência de vida dos mais velhos.

Porém, se as respostas eram restritas aos livros e vivências, não havia o perigo de que as crianças e adolescentes fossem alvos de conteúdos impróprios e prejudiciais à saúde emocional. Se, por um lado a internet desvendou maravilhas do conhecimento, do mesmo modo, ao revés, veio acompanhada da persuasão pronta para dar o bote nos incautos.

Não estou aqui para relembrá-los sobre a agitação, dispersão, agressividade, ansiedade, angústia, perda de sono entre outros males, que o excesso de Internet pode causar. Contudo, as férias escolares estão batendo à porta, período em que as crianças e adolescentes ficarão mais expostos às redes, o que sugere alertar aos pais e responsáveis para que estes analisem como deve ser feito o uso controlado da Internet, diante de sua própria realidade familiar.

Muito se fala em limitar o uso por quantia de horas proporcionais à faixa etária, porém, acredito que estabelecer um determinado momento para o uso da Internet pode tornar a convivência familiar mais leve, levando-se em consideração o dia a dia da sua família, lembrando que o uso à noite, pode trazer problemas de sono.

O controle parental sobre o conteúdo é fundamental, já que os riscos de uma criança ou adolescente ser fisgado por um conteúdo dissimulado é imenso. Por isso, se faz essencial verificar o histórico de acessos do seu filho ou filha na Internet e conferir a faixa etária recomendada para o joguinho, para o uso de redes sociais e até mesmo filmes e desenhos.

Adultos, muitas vezes se passando por crianças, ingressam nos jogos on-line para abordar crianças e adolescentes que, num momento de diversão e distração, podem ser afundados num universo com conteúdo impróprio e deplorável, como pornografia e suicídio.  

Assim, acima de tudo, converse com os seus filhos, filhas, netos, netas e sobrinhos sobre os riscos do uso inadequado da Web, reforçando os cuidados que eles devem ter a respeito das próprias informações pessoais, fotos, imagens e postagens de conteúdo ofensivo. Ensine-os a ter autonomia para dizer não.

Viver sem ela? Acredito que seja impossível. Porém, conviver em ambiente saudável é o objetivo.

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Bruna Mazzer

Advogada, graduada em Direito pela Faculdade de Direito de Sorocaba/SP (2003). Pós-graduada em Direito de Família, Registros Públicos e Sucessões pela UECE (2011). Advogada inscrita desde 2005 na OAB/CE, atuante na área do Direito Privado, especialmente em matérias relacionadas ao direito de família e sucessões, bem como na advocacia extrajudicial não contenciosa em Proteção de Dados. Participou da 6ª Capacitação em Mediação Familiar Sistêmica, pela Escola Superior de Advocacia Orlando Gomes - BA. É Membro da Comissão de Direito de Família da OAB/CE, Comissão de Direito Sistêmico da OAB/CE e Comissão de Direito da Tecnologia da Informação da OAB/CE. Pós-graduanda em Lei Geral de Proteção de Dados e Governança Digital pela Universidade de Fortaleza - Unifor.
E-mail: brunamazzer.adv@gmail.com
Instagram: @brunamazzer.adv
Whatsapp: (85) 98194-0525

Artigos: 17

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