O PODER DE UMA BOA HISTÓRIA

Você já se perguntou porque muita gente gosta tanto de novelas, séries e filmes a ponto de
se envolver nas tramas e passar horas “maratonando”?

Em termos numéricos desde janeiro/2021, um ponto de audiência equivale a 76.577 domicílios em SP, e mesmo sob reprises as novelas arrastam milhares de pessoas para a frente das TVs. Na Rede Globo a reprise da novela Império deu 29,6 pontos e 31,3 de pico para a falsa morte do Comendador, personagem de Alexandre Nero, e mais cedinho a semana de estreia da inédita Nos Tempos do Imperador deu média de 20 pontos para a plim plim. Na RecordTV a novela Topíssima chegou a bater 9,8 pontos dia 30/06 em SP. Quando falamos em séries e filmes, a era streaming chegou com tudo e a telesintese noticiou que a Netflix chegou aos seus 209 milhões de assinantes no mundo e por aqui Globoplay faz seu nome com 20 milhões de assinantes. Isso sem contar as centenas de web séries e web novelas que surgem no Youtube e outras plataformas.

O fascínio por uma boa história tem explicação científica. De acordo com publicação da EADBOX quando ouvimos uma história, parte do nosso cérebro começa a processar a ideia e neste momento é liberada dopamina, substância responsável pela sensação de prazer, sendo o principal motivo da ligação emocional. Após o fato ser processado, duas outras áreas do cérebro são ativadas: área de Wernicke e de Broca – responsáveis pela interpretação e expressão de linguagem, respectivamente. Ao contar uma boa história, áreas como córtex motor, córtex sensorial e córtex frontal também são envolvidos.

Resumindo, ouvir uma história nos dá prazer e quando é uma boa história, ela nos envolve.
Alguns personagens trazem familiaridade com situações da sua vida e até com sua personalidade, por isso mexe com nossas emoções, estimula nosso cérebro e imaginação, tentar entender o que pode acontecer no próximo episódio ou se colocar no lugar de uma personagem é um exercício. Isso desde sempre, quando somos bebês, por exemplo, é aconselhável que os pais contem histórias para seus filhos, ajuda a desenvolver o imaginário, capacidades cognitivas e a inteligência emocional dos pequenos.

Histórias poderosas podem ser tão bem contadas que podem parar um país. Duvida? Então basta colocar no famigerado Google “O país do final de Avenida Brasil”. A novela foi um fenômeno de audiência tão absurdo que em seu último capítulo há registros de pouquíssimas pessoas na rua.

Brasil para no último capítulo de Avenida Brasil

Avenida Brasil em seu final registrou 50,9 pontos no ibope, um marco televisivo e anos depois do Vale a Pena Ver de Novo marcou 32 pontos e se tornou a mais vista no Vale a pena ver de novo nos últimos dez anos.

Quando falamos de histórias, são elas que nos ensinam, são elas que educam uma sociedade, por isso tantas pessoas lutam por representatividade em tramas, pois elas acabam trazendo para a massa a existência de pessoas e temas. Bulimia, agressão à mulher, tráfico, poliamor, veganismo, favela, esportes, história, costumes, regionalismo, humor e tantos outros temas que ganham força em cima desses materiais audiovisuais. Por isso, nunca duvide da força de uma novela, série ou filme. Ela leva uma mensagem e incontestavelmente para muitas pessoas.

Sobre a No Cute Agency

O perfil No Cute Agency nasceu durante o período de quarentena com objetivo de democratizar informações de marketing digital para social medias, pequenos e médios empreendedores. Conforme as publicações no Instagram do projeto foram engajando, apareceram clientes, alunos e pessoas que de fato transformaram a iniciativa em uma agência remota.
Priorizando entrega de qualidade e com criatividade sem perder o viés de entrega de conteúdo, a No Cute continua evoluindo junto com seus clientes, alunos, colaboradores e todos que de alguma forma refletem comunicação de maneira responsável. O autor do texto dessa coluna é o mentor do projeto Nauan Sousa.

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Criado pelo comunicólogo Nauan Sousa, o perfil No Cute Agency nasceu durante o período de quarentena com objetivo de democratizar informações de marketing digital para social medias, pequenos e médios empreendedores. Conforme as publicações no Instagram do projeto foram engajando, apareceram clientes, alunos e pessoas que de fato transformaram a iniciativa em uma agência remota. Priorizando entrega de qualidade e com criatividade sem perder o viés de entrega de conteúdo, a No Cute continua evoluindo junto com seus clientes, alunos, colaboradores e todos que de alguma forma apoiam essa jornada e vêem a comunicação como base essencial para vida.
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