Como funciona o mercado de seguidores falsos e aparências nas redes sociais

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Rede Social é a declaração de status da vez e seus seguidores e likes as moedas que estão ditando quem tem ou não relevância social. Pesado, né? Sim, porém infelizmente cada dia mais real. Não são poucos os casos de surgimento de celebridades sem “ter o que dizer” surgindo na mídia por ter um número X de seguidores ou pessoas deprimidas por não conseguir aumentar seus números. Essa ânsia em ser célebre, famoso e conhecido tem diversas consequências perigosas. Um estudo da pesquisadora Hanna Krasnova, da Humboldt University de Berlim apontou o Instagram como a rede que é mais recorrente em forjar uma vida perfeita e com ser depressora. Os filtros também são um bom exemplo, muitos rostos sem poros, sem linhas de expressão, e um caso bizarro surge com uma modelo sueca chamada Tessa Texas que fez diversas cirurgias plásticas para moldar sua aparência inspirado em filtros do Snapchat. Isso sem falar nas fake news que interferem em eleições (Brasil sabe bem disso), haters capazes de com insultos causar danos irreversíveis a suas vítimas, milhões em dinheiros investidos em compra e venda. A rede social é uma potência, algo que tem um poder absurdo para o bem ou para o mal.

Nessa ansiedade em ser alguém na rede social muitas pessoas recorrem a compra de seguidores. Não é difícil ver anúncios na própria plataforma oferecendo likes e seguidores para dar aquele “up” no perfil. O que as pessoas não imaginam é que aquilo é a pior coisa que você pode fazer para seu perfil. Além de ser fraude, os seguidores comprados não interagem com seu conteúdo e derrubam sem dó o alcance da sua página, é o pior investimento que você pode fazer. Seja para ser uma celebridade, ou para um micro empreendedor que viu na rede a forma de tirar seu sustento, a compra de seguidor não ajuda em absolutamente em nada, pior, atrapalha.

E de onde vem esses seguidores?

Os falsos seguidores vem de fazendas de cliques é um tipo de fraude virtual através da qual um grande grupo de pessoas são contratadas para clicarem em links de anúncios online para o fraudador de cliques, também conhecido como fazendeiro de cliques. Veja essa imagem de uma fazenda rodando de maneira manual:

Como funciona o mercado de seguidores falsos e aparências nas redes sociais – Reprodução: Internet

Há também registros de fazendas totalmente automatizadas, como mostra o vídeo que possui centenas de celulares ligados em prateleiras, entre iPhones e modelos Samsung. Eles aparecem conectados a cabos e funcionando de maneira autônoma:

Chinese ‘Like” farm .. China’s social media army

Usuários que se envolvem com as tais fazendas, além de buscar uma auto análise de porque mentir para si mesmo e para os outros, provavelmente verão a sua taxa de engajamento despencar com o passar do tempo, já que o incremento inicial no volume das atividades na rede social diminui drasticamente, quando acabam os serviços disponibilizados pela fazenda. Muitos inclusive precisam apagar o perfil, pois com o tempo ele fica inutilizável já que não há engajamento nenhum.

Então aparentemente famoso, aparentemente popular, verdadeiramente buscando um lugar ao sol, mentindo, criando conteúdo de qualidade pra vencer, comprando fantasmas para vencer, o que mais você enxerga na palma da sua mão?


Sobre a No Cute Agency

O perfil No Cute Agency nasceu durante o período de quarentena com objetivo de democratizar informações de marketing digital para social medias, pequenos e médios empreendedores. Conforme as publicações no Instagram do projeto foram engajando, apareceram clientes, alunos e pessoas que de fato transformaram a iniciativa em uma agência remota.
Priorizando entrega de qualidade e com criatividade sem perder o viés de entrega de conteúdo, a No Cute continua evoluindo junto com seus clientes, alunos, colaboradores e todos que de alguma forma refletem comunicação de maneira responsável. O autor do texto desta coluna é o mentor do projeto Nauan Sousa.

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No Cute Agency

Criado pelo comunicólogo Nauan Sousa, o perfil No Cute Agency nasceu durante o período de quarentena com objetivo de democratizar informações de marketing digital para social medias, pequenos e médios empreendedores. Conforme as publicações no Instagram do projeto foram engajando, apareceram clientes, alunos e pessoas que de fato transformaram a iniciativa em uma agência remota.
Priorizando entrega de qualidade e com criatividade sem perder o viés de entrega de conteúdo, a No Cute continua evoluindo junto com seus clientes, alunos, colaboradores e todos que de alguma forma apoiam essa jornada e vêem a comunicação como base essencial para vida.

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