41 anos após a instituição do Dia Nacional da Mulher, menos de 40% ocupam cargos de liderança

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A data não é muito disseminada, mas o Dia Nacional da Mulher é comemorado em 30 de abril, simbolizando o nascimento da enfermeira brasileira Jerônima Mesquita, que liderou o Movimento Feminista e fez parte da criação do Conselho Nacional das
Mulheres. Quatro décadas após a promulgação da Lei nº 6.791, de 09 de junho de
1980, menos de 40% ocupam cargos de liderança, segundo pesquisa do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE-2019). E no mercado de trabalho cada vez
mais competitivo, mesmo com a escolaridade maior que eles, quem está no topo da
pirâmide precisa ir além de inspirar outras mulheres, mas dar oportunidades para que elas se desenvolvam e cresçam profissionalmente. Afinal, elas já mostraram que
podem estar onde quiserem.

Aos 42 anos, Caroline de Albuquerque Mello Mentor já presidiu diversas entidades de classe e organizações não-governamentais, além de ocupar diretorias importantes. Neste ano de 2022, foi eleita presidente do Conselho Nacional de Mulheres Empreendedoras e Inspiradoras – ELOS POR ELAS, com representação em todo o país. Na Associação dos Jovens Empresários de Fortaleza (AJE), ela foi a sexta e última mulher na coordenadoria geral (2008), que hoje já está no 33º coordenador. Ainda na AJE, está prestes a encerrar o mandato de um ano como presidente do Conselho Consultivo no próximo mês de maio. Sua determinação e desenvoltura lhe rendeu convites para assumir a Diretora de Comunicação da Confederação Nacional de Jovens Empresários (CONAJE) em 2010 e a presidência do Bloco Mercosul de Jovens Empresários em 2012.

Carol Mello, como é conhecida, também foi presidente da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação no Ceará (Assespro) e vice-presidente do Sindicato das
Empresas de Tecnologia da Informação do Ceará (Seitac). Sua veia empreendedora a
fez fundar a REIMAGINE SOLUÇÃO EM COMUNICAÇÃO e a C M BRANDING E
COMUNICAÇÃO, facilitando cursos, palestras e workshops dentro do universo
capitalista consciente, empreendedorismo com propósito e branding sem máscaras.
Formada em Comunicação Social – Jornalismo, a empresária ressalta que a parte
acadêmica já é um diferencial das mulheres, pois o grau de estudo é superior ao dos
homens, mas a liderança feminina tem um papel fundamental na transformação de
outras mulheres.

Para que esse debate cresça e mais oportunidades surjam, Carol Mello aproveitou a
aproximação do Dia Nacional da Mulher para enumerar alguns obstáculos que
precisam ser vencidos para alcançar a liderança. “O empreendedorismo feminino é
uma vertente que eu acredito e procuro disseminar em todos os lugares”, frisa. Já no
mercado baseado na CLT, sua avaliação é de que os processos seletivos necessitam ser mais inclusivos; os planos de carreiras precisam ser claros para todos; mulheres
grávidas precisam contar com um programa de apoio antes e após a maternidade; a
diversidade precisa sair do papel de fato; e as mulheres precisam, sim, ser mais
competitivas – mas uma competição sadia. Quanto ao formato híbrido, que em muitas empresas se intensificou durante a pandemia da Covid-19, Carol acredita que é uma realidade sem volta, bastando ter disciplina.

“O Ceará já é um celeiro de grandes protagonistas como Bárbara de Alencar, Jovita
Feitosa, Tia Simoa, Rachel de Queiroz e Maria da Penha. Cada uma delas teve um papel importante e cada mulher, real como elas, também pode ser a protagonista da sua história”, frisa a empresária.

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