Nossos “serumaninhos” – por Bruna Mazzer

Foto: Canva

Pense numa bolinha fofa de pelos e com o rabinho abanando de alegria!
Você sai e ele fica ali na porta, tristonho, esperando pela eternidade a sua volta.
Ah! O seu retorno! Ele já sente o seu regresso antes mesmo de você chegar! Ele sente a vibração do seu coração em sintonia com o dele. Tenha certeza que esse é o momento mais feliz da vida desse peludinho.
E ele enche você de lambeijos de amor!

E o que dizer dos doguinhos heróis, que emprestam sua coragem e sua vida aos policiais e bombeiros, esperando, em retribuição, um afago, um biscoito ou uma bolinha. Como a felicidade pode ser simples!

Mas, há aqueles que estão ali, nos cantos das ruas, faça chuva ou faça sol, e, de tão comum, quase não são notados.
O famoso, porém ignorado, vira-latas, bichinho vivente que, se falasse poderia dar testemunho de amores e crimes.

Nossos amigos podem ser classificados como seres senciente, ou seja, seres que sentem, que tem sentimentos sejam de alegria, tristeza, ansiedade etc.

Deixando de lado as divagações sobre esses quase “serumaninhos” e colocando os pés no chão, vale a lembrança de que o crime de maus tratos teve sua pena alterada.

Atualmente, aquele que praticar maus tratos contra cães e gatos, conforme o recente parágrafo 1º-A, do art. 32, da Lei dos Crimes Ambientais, responderá pelo crime em reclusão com a pena variando entre 2 e 5 anos, multa e proibição da guarda.
Esse dispositivo aumentou a pena dos maus tratos contra cães e gatos (os bichanos não foram esquecidos!) mas, agir maldosamente contra demais animais domésticos, silvestres e exóticos ainda configura ato criminoso.

Bruna Mazzer Paes de Almeida
Advogada e Consultora Jurídica
Especialista em Direito de Família, Sucessões e Registros Públicos.
Mediadora sistêmica.

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Artigos: 515

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