Com herpes labial, Eliezer beija Natália no BBB; há riscos de transmissão?

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Na madrugada desta quinta-feira (10), durante festa no BBB 22, o participante Eliezer contou ter beijado a sister Natália. O problema é que, na conversa com a atriz Maria, sua affair no reality, ele foi repreendido por estar com herpes labial (ou oral), doença infecciosa causada por um vírus que é extremamente comum na população, pois é transmitido com muita facilidade. “Não tem nenhum problema. Só fico preocupada por você estar com herpes e ela não ter ligado”, disse a sister. Em seguida, a câmera do quarto deu um close no rosto do participante, onde é possível ver as feridas na boca dele.

Neste caso, Natália poderia ter sido contaminada? De acordo com os especialistas, sim, principalmente se ela não tiver tido contato com o vírus anteriormente. O risco de transmissão é ainda maior quando a doença está ativa, ou seja, com feridas ou bolhas na boca —caso do Eli.

“Se ele estava com lesões na boca e beija uma pessoa, ele tem risco de transmitir. Se ele fumou um cigarro e outras pessoas também fumaram, ele também tem chance de passar”, explica Marcelo Daher, infectologista da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia). Inclusive, logo depois do ocorrido, teve um selinho triplo entre Maria, Nat e Eli.

Natália e Eliezer se beijam – imagem: Reprodução/Globoplay

Mas um outro acontecimento chamou a atenção. Depois do beijo entre Eli e Natália, a sister compartilhou o mesmo cigarro com Linn da Quebrada. Isso também poderia ser uma forma de transmissão? Segundo Daher, sim, mas os riscos são baixos. “Se essa pessoa [Eli] beija uma outra, que fuma um cigarro e passa para outros participantes, o risco é menor. A chance é maior para quem teve o contato direto com ele, na lesão da boca”, explica o infectologista de Goiás.

Entenda a doença

O herpes (também chamado de “herpes simples” ou “beijo de aranha”) é uma doença infecciosa causada por um vírus que é extremamente comum na população —já que é transmitido com muita facilidade. Embora possa aparecer em qualquer parte do corpo, é mais comum se manifestar nos lábios, no rosto ou nos genitais, causando incômodo e constrangimento. O herpes oral é provocado, na maioria das vezes, pelo Herpes simplex vírus tipo 1 (HSV-1), e o herpes genital, uma IST (infecção sexualmente transmissível), é mais associado ao tipo 2 (HSV-2), embora haja exceções.

Vírus é comum na população

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 70% da população mundial tem o HSV-1 e 11%, o HSV-2, mas as estimativas variam muito entre os países. No Brasil, especialistas acreditam que mais de 90% da população adulta já tenha entrado em contato com o herpes vírus 1 e/ou 2. Por isso, ninguém deveria ficar constrangido por ter a doença. Sintomas O sinal mais característico do herpes é o surgimento de uma ou mais bolhas ou vesículas agrupadas sobre pele ou mucosa, que com o tempo se rompem, formando crostas, e depois se cicatrizam.

Sintomas

O sinal mais característico do herpes é o surgimento de uma ou mais bolhas ou vesículas agrupadas sobre pele ou mucosa, que com o tempo se rompem, formando crostas, e depois se cicatrizam. A infecção por herpes oral é frequente na infância, por contato direto (toque) ou por objetos contaminados com saliva, já que as crianças costumam levar tudo à boca. Nessa fase, pode haver apenas um quadro febril, com presença de aftas e/ou dor de garganta. Também pode haver aumento dos gânglios linfáticos no pescoço. Só mais tarde, quando ocorrem as reativações do vírus, é que podem aparecer as tradicionais bolhas ou feridas nos lábios ou na pele.

Já o herpes genital, uma IST, também pode ser assintomático ou manifestar apenas sintomas leves. Em geral, a primeira infecção é mais intensa, podendo haver febre, mal-estar, dor muscular, aumento dos gânglios na virilha, corrimentos e dor ao urinar. Já as recorrências tendem a ser mais leves. As lesões podem aparecer dentro da vagina, na vulva ou colo de útero, no pênis ou escroto, no trato urinário ou ao redor do ânus. Quando afetam a mucosa, são difíceis de serem notadas, e a doença pode ser confundida com uma infecção urinária baixa. Existe tratamento? Antivirais, como o aciclovir, o famciclovir e o valaciclovir, são os medicamentos mais utilizados contra o herpes. Eles podem.

Fonte: Luiza Vidal – Do VivaBem*, em São Paulo (uol.com.br)

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