Filme mostra como capacitação está aumentando as chances de sobrevivência de bebês prematuros em Roraima

| 14/07/2025 | 7 min de leitura
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Foto: Divulgação

Produção narra histórias inspiradoras de profissionais da UTI Neonatal da única maternidade pública do estado

No Brasil, 1 a cada 10 nascimentos ocorre antes das 37 semanas, colocando o país entre os 10 com maior índice de partos prematuros no mundo[1]. Com isso, aumenta a demanda por locais preparados para receber os bebês e suas famílias e por atendimento especializado para prestar a assistência necessária pelo tempo que for preciso. Esse é apenas um dos desafios para mudar as estatísticas.

O novo filme da série “Cuidar com Coragem”, produzido pela BBC StoryWorks Commercial Productions com apoio da Chiesi para o Conselho Internacional de Enfermeiros mostra a incansável dedicação dos profissionais de uma UTI Neonatal para salvar vidas de bebês prematuros.O palco dessas histórias inspiradoras, e ao mesmo tempo desafiadoras, é um hospital público de Roraima, localizado na região Norte do Brasil e única maternidade pública do estado. O filme destaca o papel essencial de enfermeiros e médicos e, não apenas como cuidadores, mas também como solucionadores de problemas. “Há grande assimetria de recursos disponíveis nas diversas regiões do nosso país, tanto materiais, quanto humanos. Isso impacta diretamente na qualidade e nos desfechos dos atendimentos de bebês prematuros”, destaca a pediatra neonatologista Renata Mascaretti, coordenadora médica de Neonatologia da Maternidade São Luiz Star e diretora da NeoUp. 
 

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras entidades mostram que a prematuridade é uma das principais causas globais de morte infantil antes dos cinco anos de idade[2]. As causas para o nascimento de um bebê prematuro podem ser várias: pré-eclâmpsia, infecções uterinas, fertilização in vitro, hipertensão crônica, descolamento prematuro de placenta, má formação uterina e fetal, diabetes e condições genéticas estão entre as mais comuns[3]. Essas condições colocam em risco a vida da gestante e do bebê. “Para os recém-nascidos, a prematuridade pode trazer diversas complicações como dificuldades respiratórias e de alimentação, problemas no desenvolvimento neurológico, maior risco de infecções, entre outras. Sem dúvida, para minimizar esses riscos, o pré-natal bem-feito é essencial, mas a estrutura hospitalar adequada e uma equipe treinada para atendimento do prematuro são fatores decisivos para a qualidade de vida e sobrevida desses bebês”, complementa a médica.
 

Com todos esses riscos, é ainda mais desafiador garantir a sobrevivência do bebê recém-nascido e da mãe. Para isso, o hospital que vai recebê-los precisa ter à disposição uma estrutura completa e adequada. “É essencial a existência de uma UTI Neonatal equipada com incubadoras, respiradores para recém-nascidos, monitores multiparamétricos, bombas de infusão, exames laboratoriais e de imagem 24 horas. A presença de médicos neonatologistas e de um time multidisciplinar especializado, com enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos é fundamental. Além disso, toda a equipe precisa ter acesso a treinamentos de atualização e capacitação, como conceitos de ventilação mecânica, reanimação, nutrição enteral e parenteral, amamentação exclusiva, tratamento de infecções pré-natais e pós-natal, complicações neurológicas, entre outras tantas complicações que o prematuro pode ter durante a internação. Este é o cenário ideal”, explica a Dra. Renata Mascaretti.

Mundo ideal que está longe da realidade de várias regiões do Brasil. E esse é mais um desafio para os profissionais de saúde que atendem bebês prematuros em locais de vulnerabilidade social, como é o caso do Senhora de Nazaré em Roraima. “Estamos em um estado distante dos grandes centros do país. E, por sermos a única maternidade de referência para alta complexidade na região, atendemos uma grande quantidade de pacientes e aqui ocorrem a maior parte dos partos do estado. Além disso, também lidamos com os desafios sociais e fragilidades na rede de atenção primária que implicam na nossa a alta taxa de mortalidade neonatal. Todo esse cenário é bem desafiador”, explica a enfermeira Joyce Barros, que participou do filme.

O estresse e a sobrecarga emocional também estão entre os desafios que esses profissionais enfrentam no dia a dia de uma UTI Neonatal. “Temos diariamente muitas vidas que dependem do nosso trabalho. Cuidar de um bebê prematuro é uma grande responsabilidade. Mesmo contando com boa estrutura e quantitativo de leitos adequado, ainda existem dificuldades pela ausência de alguns insumos, poucos profissionais e outros recursos necessários para atender a essas famílias. Também lidamos diariamente com os desafios das barreiras linguísticas e culturais, pois atendemos famílias de comunidades indígenas com dialetos específicos, venezuelanas, guianenses e em menor parcela, imigrantes haitianos. Essas dificuldades comprometem o entendimento das informações e orientações”, declara a enfermeira.

A série também mostra que, apesar das adversidades, existem iniciativas que levam esperança e progresso para todas as regiões, das menos favorecidas às mais estruturadas. É o caso dos treinamentos em cuidado neonatal oferecidos pela Chiesi em parceria com empresa de educação médica. “O treinamento e a capacitação de toda uma equipe são importantes para que ocorram mudanças efetivas na prática diária. Os profissionais de saúde, por meio dessa iniciativa, estão colhendo ótimos frutos e garantindo avanços significativos no atendimento e acompanhamento dessas famílias”, explica a Dra. Renata Mascaretti, uma das idealizadoras do curso NeoUp juntamente com o neonatologista Dr. Celso Rebello.

Por meio de parcerias, a Chiesi já proporcionou o treinamento de mais de 600 profissionais (neonatologistas, pediatras e enfermeiros) de 20 instituições de todas as regiões do nosso país. “Sabemos que o Brasil enfrenta desafios significativos em termos de acesso equitativo à saúde e reconhecemos a importância de iniciativas que possam reduzir essas desigualdades. Ao mesmo tempo, conhecemos profissionais altamente engajados na disseminação do conhecimento e na melhoria contínua da prática médica. É por acreditar que nosso papel vai além do desenvolvimento de medicamentos que buscamos contribuir ativamente para a capacitação dos profissionais de saúde. Nosso foco é no paciente e nosso objetivo é que todos os bebês prematuros recebam o melhor tratamento existente em qualquer lugar do Brasil. Estamos comprometidos em promover educação médica, garantindo que conhecimentos fundamentais cheguem a mais profissionais de saúde que atuam nas UTI Neonatais em diversas regiões do país”, destaca Igor Fernandes, vice-presidente das unidades de negócio AIR e CARE na Chiesi Brasil.
 

“O programa nos ajuda a vencer barreiras geográficas e culturais e, dessa forma, compartilhar conhecimentos, protocolos clínicos e boas práticas em saúde”, declara a enfermeira Joyce Barros, que complementa: “Eu amo o que eu faço e busco me aprimorar para trazer cada vez mais qualidade para meu atendimento. Idealizo que os bebês que nascem aqui tenham as mesmas chances de vida dos que nascem em grandes centros. Como profissional de saúde eu quero fazer parte dessa história de melhoria”, afirma.

O filme da série “Cuidar com Coragem” gravado no Brasil une histórias de superação em um conteúdo que exalta não só os desafios dos profissionais de saúde de uma UTI Neonatal, mas também o que essas pessoas fazem para garantir a sobrevivência de vidas tão frágeis. “O filme mostra que é possível unir pontos tão distantes do nosso país com realidades tão diferentes e que vale a pena investir em educação e treinamento. Com isso, nem sempre conseguimos modificar a realidade local, mas podemos ensinar as pessoas a utilizarem os recursos que têm da melhor forma possível, impactando em melhor qualidade do atendimento, menor mortalidade e consequentemente, menos sequelas na vida adulta”, finaliza a Dra Renata.

O vídeo é uma declaração de como o compromisso da Chiesi em apoiar a capacitação de profissionais da saúde, ajudando-os a melhor atender às necessidades da população mais vulnerável, pode ajudar a reduzir as iniquidades em saúde.

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