Entre palavras e sinais: jornalista mãe de criança surda produz série de entrevistas com diversas perspectivas sobre a surdez

11/09/2024 3 min de leitura
Inclusão

Foto: Larissa Morena

Conteúdo acessível pelo instagram visa sensibilizar, informar e aproximar pessoas ouvintes às lutas da comunidade surda.

O Setembro Azul, ou Setembro Surdo, é um período dedicado à valorização e apoio à comunidade surda, em todo o Brasil. Um momento de reconhecimento à educação de pessoas surdas por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), e celebração da sua cultura. A jornalista cearense e mãe de uma criança surda, Marina Holanda, juntamente com a cinegrafista Larissa Morena, tem produzido uma série de conteúdos sobre esta causa, no intuito de dar visibilidade às pautas por mais acessibilidade, conectando pessoas através da empatia. 

A surdez possui intersecções. A identidade da pessoa surda ou com deficiência auditiva pode variar de acordo com a sua experiência de vida e do grau da surdez (leve, moderada, severa ou profunda). Existem pessoas surdas oralizadas; surdas sinalizantes; surdas bilíngues; ou surdas unilaterais. A comunidade surda é formada por estes diferentes perfis; seus familiares, profissionais de diversas áreas, como tradutores/intérpretes, professores e aliados de forma geral na luta pela garantia de direitos. 

A jornalista Marina Holanda é mãe do Dante, que é surdo severo-profundo e também apresenta sinais precoces de autismo, ainda em fase de investigação. Aos três anos, Dante se comunica de forma gestual, entre balbucios vocais, sinais ‘caseiros’ com as mãos e expressões faciais. Desde o recebimento do diagnóstico, Marina tem se dedicado a buscar todas as possibilidades para que Dante se desenvolva da melhor forma. Além dos acompanhamentos médicos, a jornalista inseriu seu filho em uma creche bilíngue (português-libras), e também faz curso de Libras no Núcleo de Línguas da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

Sobre a série Setembro Azul

O projeto iniciou a partir de uma inquietação sobre o número expressivo de mães e pais de filhos/as surdos/as que não sabem se comunicar em Libras; seja por falta de aceitação/preconceito, poucas condições de se dedicar ao aprendizado, ou desejo de oralização da criança. Surge, então, a ideia de usar as redes sociais como espaço para expandir a compreensão sobre o universo surdo, numa perspectiva sensível, dando destaque às aspirações pessoais, seus vínculos familiares e afetivos.
Com previsão de 10 episódios ao todo, a série de vídeos curtos no instagram é protagonizada por pessoas surdas; filhos ouvintes de pais surdos (codas); pais ouvintes de filhos surdos; tradutores e professoras. Realizado de forma inteiramente independente e colaborativa, o projeto busca apoio para crescer e ganhar outros formatos, a fim de difundir ainda mais a importância desta causa.

Acompanhe em: @marminin

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