Estudos clínicos apontam que terapia CAR-T aumenta sobrevida de pacientes com cânceres hematológicos de difícil tratamento
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Análises com Yescarta® (axicabtageno ciloleucel) mostram 74% de sobrevida global em 12 meses como tratamento de segunda linha para linfoma de grandes células B recidivado/refratário, consistentes com o estudo pivotal ZUMA-7, abrangendo populações de pacientes mais amplas
Tecartus® (brexucabtageno autoleucel) demonstra sobrevida global média prolongada de 25,6 meses em leucemia linfoblástica aguda de células B recidivada/refratária após mais de cinco anos de acompanhamento no estudo pivotal ZUMA-3
Resultados recentes de estudos clínicos conduzidos pela Gilead Kite demonstraram uma taxa de resposta global de 79%, em que pacientes responderam positivamente ao tratamento, e uma taxa de sobrevida global de 74% em 12 meses de acompanhamento com Yescarta® (axicabtageno ciloleucel) como tratamento de segunda linha para linfoma de grandes células B recidivado/refratário.
Reações, como a síndrome de liberação de citocinas (uma resposta inflamatória intensa) e a síndrome de neurotoxicidade relacionada ao tratamento com células do sistema imunológico, foram observadas em 5% e 23% dos pacientes, respectivamente. De acordo com dados do registro do Centro Internacional de Pesquisa em Transplante de Sangue e Medula Óssea, a eficácia e a segurança do axicabtageno ciloleucel foram mantidas em populações de difícil tratamento, incluindo pacientes com comorbidades hepáticas ou pulmonares1.
O estudo foi apresentado no Congresso Anual da Associação Europeia de Hematologia (EHA) de 2025, realizado de 12 a 15 de junho em Milão (Itália), como atualização dos dados divulgados anteriormente no Congresso da Sociedade Americana de Hematologia (ASH) 2024.
Já o acompanhamento de cinco anos do estudo pivotal (fase III), em andamento, internacional e multicêntrico ZUMA-3 com Tecartus® (brexucabtageno autoleucel) demonstrou uma sobrevida global média de 25,6 meses e uma taxa de sobrevida global em cinco anos de 40% em todos os pacientes adultos tratados com leucemia linfoblástica aguda de células B recidivada/refratária. O benefício de sobrevida foi observado em uma ampla população de pacientes, independentemente da idade, tratamentos anteriores ou status de transplante alogênico de células-tronco subsequente. Nenhum novo sinal de segurança, como efeitos colaterais, foi identificado.²
Evidências globais para o brexucabtageno autoleucel mostraram resultados de resposta consistentes com o estudo pivotal ZUMA-2 em pacientes com linfoma de células do manto, tanto em coortes dos EUA quanto da Europa. Observou-se ainda um perfil de segurança mais favorável, com menos efeitos colaterais ou mais leves em comparação com o que foi observado em estudos anteriores.3
“Esses dados robustos do mundo real e clínicos se somam às crescentes evidências sobre os benefícios proporcionados pelo axicabtageno ciloleucel e pelo brexucabtageno autoleucel para pessoas que vivem com cânceres hematológicos de difícil tratamento”, explica Dan Tovar, Diretor de Assuntos Médicos em Terapias Celulares da Região ACE (Austrália, Canadá e Europa). “Estamos comprometidos em continuar compreendendo o potencial curativo da terapia CAR-T para pacientes elegíveis que precisam urgentemente dessa opção inovadora de tratamento”, complementa.

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