ONG anuncia mudança de nome após 34 anos e reforça que todas as crianças atendidas estão indetectáveis
É com este cenário transformador que, a partir de 12 de outubro, o PCA anunciará uma nova fase: o Projeto passará a se chamar Projeto Criança Amar (PCAmar). A mudança traduz a verdadeira essência do trabalho realizado desde 1991: acolher, cuidar e promover dignidade para crianças e adolescentes que vivem com HIV/Aids.
Naquele início, há 34 anos, quando ainda não havia clareza sobre a diferença entre HIV e Aids, a palavra “Aids” fazia sentido diante do medo e da desinformação. Atualmente, com os avanços da ciência, sabe-se que quem segue corretamente o tratamento permanece indetectável, não desenvolve a doença e não transmite o vírus.
“Por ignorância ou preconceito, muitas crianças ainda enfrentam olhares atravessados. Mas a verdade é que elas não têm Aids: convivem com o vírus do HIV, estão indetectáveis e vivem plenamente. O novo nome reflete o que sempre fizemos: amar e acolher”, afirma Adriana Galvão Ferrazini, presidente da ONG.
O que permanece no PCAmar?
A estrutura de atendimento segue a mesma, mantendo o compromisso com a saúde, o acolhimento e a dignidade:
– Apoio psicossocial, educativo e assistencial;
– Distribuição de alimentos, roupas e itens de higiene e limpeza;
– Acompanhamento por psicólogos, assistentes sociais e psicopedagogos;
– Articulação com hospitais e Centros de Referência;
– Rodas de conversa, palestras e atividades culturais e de empreendedorismo.
O cuidado essencial também está no processo de revelação do diagnóstico, conduzido junto às famílias e infectologistas. Nesse sentido, a mudança de nome reforça respeito e proteção: não é justo que crianças cresçam com a palavra “Aids” estampada no espaço que deve simbolizar acolhimento.
“Com o PCAmar, reforçamos que a convivência com o HIV não é sobre doença, mas sobre viver com qualidade. Queremos que cada criança e cada família que chegue até nós encontre não apenas apoio, mas um espaço de esperança, onde o amor é o que nos move”, complementa Adriana.
A mudança de nome não altera a estrutura administrativa da instituição: o CNPJ e a razão social permanecem os mesmos.

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